A borboleta!

Voando… Passa por mim a borboleta!
Se sabe que são curtos os seus dias,
São poucas minhas horas de alegrias.
Do tempo, somos grãos na sua ampulheta!
Mas voa… Asas abertas e sem medo.
Basta-lhe a infinitude da campina,
Para subir ao palco a bailarina!
Vem… Assenta na ponta do meu dedo!
Flutua… Doce perfume natural.
– Bebo goles de dores do meu graal.

[Ari Donato | Salvador / 2020]