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Ali, à janela do entardecer!
Flébil, de cotovelos no batente,
Aguardo – na esperança – por você,
Quando a tarde desmaia no poente.

Uma escultura acéfala, em carrara,
Essa pedra em mármore, branca e fria,
Assim talhou-me você – que passara,
Qual fada, certa tarde; em certo dia.

As luzes se acendem, já escurece…
Desolado – ai de mim! –, resta-me a prece!

Ari Donato | Salvador / 2021

Foto.aridon.stella maris

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