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A Luislinda de Valois

Tiranos! Do povo tomam-lhe a praça!
E o condor – afastado dela – passa.

Vil opressão! Abafa a voz do poeta,
E da liberdade seu cetro quebra!

Pouco importa se primeiro lugar;
Segundo, até um outro em que ficar

Na peleja contra a catividade.
Mais vale a Camélia da Liberdade!

Verboso, do combate surgiu, –
Reflexo, fruto do choro infantil, –

Um arco-íris de ações de inclusão;
Qual a Têmis, contra a segregação.

Égide dos que vieram após
A sina vasca da coluna atroz,

A falar sobre “a mesma cor” do sangue
Humano que, quente, da veia escorre.

Não mais a menina frágil! Não mais!
Senhora dos clamores sociais,

Deusa de Ébano, de estima infinda!
Brilhe, brilhe! Brilhe sempre luz linda!

Ari Donato | Salvador / 2021

A magistrada Luislinda Dias de Valois Santos. Foto: Ascom/TJBa/2016

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