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A Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac.

Quem a seus versos despreza,
Mesmo que os já tenha lido,
Bem mais que a fatal inveja,
Pequeneza traz consigo!

A mim nada deve príncipe
Dos versos parnasianos.
Muito mais devo, ó artífice
Que leio. Horas, dias e anos.

Seus sonetos, quem desdenha
Desconhece poesia.
Pouco ajuda na porfia!

Ó cinzel de arte tamanha!
Se brilham na Via-Láctea
Poetas: um é Bilac!

Ari Donato | Salvador / 2021

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