25.

Vai gaivota,
E de lá volta!

Traze do mais breve porto
Gestos de algo benfazejo.
Oh, veleja ave indelével!
Com o teu voo acrobático,
Por séculos imutável,
Tão belo e também dinástico.

Retorna, pois, qual a pomba
Para a arca, antes que, de tonta,
Desvarie a raça humana
A bordo da nau mundana.
“Por mares – cantou o poeta –
Nunca dantes navegados”.

Ari Donato | Salvador / 2021

Na ilustração, “Cristo na tempestade do mar da Galiléia”, óleo sobre tela, 1633, de Rembrandt van Rijn (1606-1669), 160 × 128 cm.

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