22.

Até que se dissolva a tarde em seus matizes
E nos postes pululem lâmpadas elétricas,
A disputar, aqui, ali, com as estrelas:
Dos dois, qual o brilho à minha vista se impinge.

Inebriam-me os sentidos, todos embriagados
De tanto encanto embebido da sua auréola.
Enquanto seu corpo, no alto, como uma aréola,
Abre-se em flores e botões policromados.

Com seu manto de prata, na noite de gala,
A lua cheia pisa no palco do céu.
Nuvens brancas chegam para vestir-lhe um véu.
Maravilhada, do chão, aplaude minha alma.

As horas chegam e passam tais qual o soluço.
Borboletas e mariposas, decididas,
Voam, como os ases pilotos de esquadrilha.
Filhas noctívagas, saem no lusco-fusco.

Vão também velozmente pelo ar, noite afora,
Meus pensamentos e desejos. Meu amor.
A correção de rumo nunca é indolor.
Se resta vida a viver; a morte é sem hora!

Ari Donato | Salvador / 2021

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