20.

Lá está o marinheiro,
De bamboleios no cais.
Alquebrado.
Aporta ali suas lembranças.
Que de tantas, escorregam
Ao costado.
Atira um olhar ao mar.
Como o grasnar da gaivota,
Acrobático.
Volta a vista ao velho barco,
Que do mastro arriam as velas.
Não há vento!

Torna à casa melancólico.
No horizonte, outra borrasca.
Que tormento!

Ari Donato | Salvador / 2021

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