19.

Perdoe-me não haver chegado antes;
E por todo o tempo distante,
Confuso – em procura alienante.

As flores agora exalam nostalgia!
Sem borboletas que – na regalia –
Esvoaçavam-se em estripulias.

Perdoe-me não haver chegado logo,
Para ouvir sua voz – seus rogos –
Afastar-nos desse desafogo.

Olho vasos de desânimo – que rego.
E já esverdeia o recomeço,
No corte de ramos do dessossego.

Ari Donato | Salvador / 2021

Foto Ari Donato – Trecho urbano da Estrada de Ferro Campos do Jordão – 2014.

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