No fim da tarde

Se numa tarde dessas
A mim voltasses.
E, dos teus lábios de batom encarnado,
Aquele vento morno, lá do passado,
Avivasse antigas promessas,
Eu ainda acreditaria?
Aquelas que outrora
Em meus ouvidos sopraras,
Atiçando-me anseios vespertinos
Com juras de vida e destino.
Se fizesses aquelas promessas,
Eu ainda acreditaria?
Sob o eco das palavras, distantes,
Findaram-se as tardes nos montes
Que a esperança erigiu,
Com blocos de dias vazios.
Se voltasses com aquelas promessas,
Não mais acreditaria!

[Ari Donato | Salvador / 2016]

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